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Em "final brasileira", Filipe Toledo supera Tati e conquista o título do Desafio de Ondas Artificiais

(Foto: Jackson Vankirk/WSL)


Depois de mais de 8 meses de espera, o Brasil pode soltar o grito de campeão no surfe. Mas ainda não foi no retorno do Circuito Mundial, que foi cancelado em 2020. Foi na piscina de ondas da lenda Kelly Slater no Desafio de Ondas Artificias de duplas mistas. Ao lado da havaiana Coco Ho, Filipe Toledo conquistou o título da competição realizada neste domingo, em Lemoore, na Califórnia, ao derrotar a também brasileira Tatiana Weston-Webb e o japonês Kanoa Igarashi.

Filipinho deu um show na final, acertou dois aéreos alley oop na direita e fez a maior nota de todo evento: 9,67. Com o 6,57 de Coco Ho, a dupla superou Tati e Kanoa por 16,24 a 14,63.

- Depois de cair nas minhas primeiras direitas, eu pensei: tenho que ir bem agora. Fiquei muito feliz com a minha última e com a performance da Coco - comemorou Filipe.

Brasil 100% nas quartas de final

Os 16 surfistas (oito homens e oito mulheres) foram divididos em 8 duplas mistas. A cada rodada, cada dupla recebeu quatro ondas, sendo duas direitas e duas esquerdas. A melhor pontuação de cada surfista foi combinada para criar a pontuação da equipe em cada rodada.

E logo na primeira bateria do dia Filipinho e a havaiana Coco Ho enfrentaram a dupla dos EUA Kolohe Andino e Alyssa Spencer. Filipe caiu logo no início da direita e, sobre a pressão de não poder errar, conseguiu a nota 7,67 na esquerda. O 6,40 de Coco na melhor onda foi o suficiente para a dupla derrotar o adversário por 14,07 a 11,34.

Depois de Kelly Slater e a americana Sage Erickson derrotarem a havaiana tetracampeã mundial Carissa Moore e seu conterrâneo Seth Moniz por 14, 23 a 13,70, foi a vez de outro brasileiro entrar na água.

Adriano de Souza Mineirinho e a americana Caroline Marks pegaram a dupla dos EUA formada por Kirra Pinkerton e Conner Coffin e venceram o confronto. O campeão mundial de 2015 fez um 7,83 na direita, somando 15,60, contra 10,20 dos rivais.

Já a classificação de Tatiana Weston-Webb e do japonês Kanoa Igarashi veio com emoção na última onda da brasileira. Os americanos Lakey Peterson e Griffin Colapinto venciam o confronto, quando Tati, que precisava de um 7,77 para virar, tirou um 7,93.

Kanoa se destaca na semifinal

Na semifinal mais uma vez Filipinho caiu na direita, mas na esquerda fez a melhor nota do evento até então. Depois de uma sequência de batidas e rasgadas, Toledo finalizou a onda com um tubo bem profundo, seguido de um aéreo full rotation: 8,93. Com o 7,03 de Coco, a dupla desbancou o dono da piscina e 11 vezes campeão mundial Kelly Slater e sua parceira Erickson por 15,96 a 10,33.

Com a final brasileira garantida, Adriano de Souza e Caroline Marks fizeram uma grande apresentação nas semis e somaram 16,17 pontos. Mas não foi o suficiente para superar Tati e Kanoa. Com um show na direita, o japonês fez dois aéreos e superou a maior nota de Filipe fazendo um 9. Com o 7,50 da brasileira, a dupla chegou a 16,50 pontos no total.

Filipinho dá show na decisão

A decisão começou com Tati superando Coco em sua melhor onda - 7,43 a 6,57 - e deixando a pressão nas costas de Filipinho. E foi na final que o brasileiro, enfim, conseguiu soltar o seu surfe na direita, onde ele tinha caído nas duas primeiras apresentações.

Toledo o surfe que todos estão acostumados a ver no Surf Ranch e foi no limite da onda. Depois de uma sequência de rasgadas e batidas no crítico, Filipinho acertou um aéreo alley oop no meio, entubou até sumir totalmente e ainda finalizou a onda com outro alley oop, ainda mais alto. Tirou um 9,67 e deixou a pressão com Kanoa. Precisando de um 8,90 para virar, o japonês só tirou um 7,20 na esquerda.

Globo Esporte

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